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Lula e líderes de Europa, Quênia e Canadá lançam aliança pelo multilateralismo
Foto: Sede da ONU em Nova York Daniel SLIM/AFP
Mundo

Lula e líderes de Europa, Quênia e Canadá lançam aliança pelo multilateralismo

Manifesto defende reformas na ONU e anuncia o grupo Parceiros para o Multilateralismo antes da Assembleia Geral.

Luiz Inácio Lula da Silva assinou um manifesto conjunto com António Costa, William Ruto e Mark Carney em defesa do multilateralismo e da reforma das instituições internacionais. O documento foi publicado neste domingo, 20, poucos dias antes do início da Assembleia Geral da ONU.

Os líderes afirmam que o mundo vive um paradoxo: está mais interdependente, mas também mais fragmentado e polarizado. O comércio global chegou a US$ 35 trilhões no ano passado, enquanto 6 bilhões de pessoas, quase três quartos da humanidade, estão conectadas à internet.

Ao mesmo tempo, o manifesto aponta que 2025 teve 65 conflitos armados entre estados em 35 países, o maior número desde 1946. Os gastos militares globais alcançaram US$ 2,9 trilhões. O documento também alerta que o direito internacional está sob pressão e que a linguagem das esferas de influência e da política de poder voltou a ganhar espaço.

Nova iniciativa

Lula, Costa, Ruto e Carney anunciaram a criação dos Parceiros para o Multilateralismo, iniciativa conhecida pela sigla P4M. A proposta, segundo os signatários, não será outro bloco exclusivo nem outra burocracia internacional. A ideia é formar uma estrutura flexível e aberta para a cooperação entre países de diferentes regiões.

O grupo pretende apoiar reformas na ONU e em outras instituições multilaterais para torná-las mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis. O manifesto relaciona a cooperação internacional a desafios como a emergência climática, o avanço da inteligência artificial, o risco de novas pandemias, choques financeiros e guerras capazes de desestabilizar regiões e provocar deslocamentos em massa.

O texto também cita gargalos marítimos globais, como o Estreito de Ormuz, e o uso de relações econômicas como instrumento de pressão e coerção. Ao final, os quatro líderes convocam outros governantes a escolher a cooperação em vez da fragmentação, a lei em vez do poder e a responsabilidade compartilhada em vez da divisão.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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