O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, criticou o plano de trégua apresentado pelo Irã, que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias. O presidente americano rejeitou a proposta ontem.
Em entrevista à NBC, Waltz afirmou que o plano colocava condições que os Estados Unidos consideram inaceitáveis. Entre elas estão o levantamento do bloqueio, o descongelamento das sanções internacionais e o acesso a bilhões de dólares em ativos.
“Foi uma tentativa bastante cínica de colocar sobre a mesa algo que eles sabiam que era inaceitável”, disse o embaixador.
Posições sobre um acordo
Waltz afirmou que os líderes iranianos podem negociar se respeitarem o direito internacional e as obrigações previstas no tratado de não-proliferação. Ele também disse que o presidente americano está aberto a um acordo, especialmente sobre o urânio enriquecido.
Mais tarde, o chanceler iraniano Abbas Araqchi respondeu às declarações. Ele classificou as falas de Waltz como “velhas acusações infundadas” e afirmou que o Irã está disposto a reabrir o estreito caso os Estados Unidos cumpram condições que, segundo ele, correspondem a direitos iranianos.
“Sempre há esperança na diplomacia, mas, para ser sincero, não temos nenhum motivo para retomar a diplomacia e voltar a nos relacionar com esse governo, devido ao seu comportamento nos últimos dois anos”, declarou Araqchi.
O chanceler disse ainda que as exigências iranianas não são novas e que o país quer que elas sejam respeitadas.








