O Irã apresentou aos Estados Unidos um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, mas Donald Trump teria rejeitado a proposta horas depois, conforme informações atribuídas a funcionários americanos.
A iniciativa foi anunciada nesta sexta-feira (25) pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, na sede da ONU, em Nova York. O chanceler afirmou que o trânsito marítimo habitual poderia ser retomado dentro do prazo caso as condições necessárias fossem cumpridas.
“Se as condições necessárias forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto, e o trânsito marítimo habitual, restabelecido em sete dias”, declarou Araqchi.
Condições apresentadas por Teerã
A proposta incluiria a interrupção de todas as hostilidades no Oriente Médio por sete dias, incluindo o Líbano. O plano também preveria a liberação de ativos iranianos congelados, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares (R$ 62 bilhões), a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval americano contra o Irã.
No sétimo dia da trégua, o Irã reabriria o estreito. O país, porém, exige que os navios interessados em atravessar a passagem obtenham uma autorização, sob a justificativa de segurança e soberania.
A decisão, segundo Araqchi, está nas mãos dos Estados Unidos. “O Irã não admite coerção, ameaças ou intimidação”, afirmou o ministro, acrescentando que o país não abrirá mão de seus direitos soberanos por pressão.
Trump publicou na plataforma Truth Social uma imagem de um mapa com o Estreito de Ormuz dentro de um círculo e a legenda “Estreito Trump”.
Estados Unidos e Irã assinaram em junho um protocolo de acordo para encerrar a guerra, reabrir Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. O documento, no entanto, recebeu interpretações diferentes dos dois países, e as hostilidades no estreito foram retomadas. O conflito está em um impasse após quase sete meses de guerra.









