O documentário As Dores do Mundo revisita a trajetória de Hyldon, compositor de “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”, e chega aos cinemas brasileiros a partir de 1º de outubro. Dirigido por Emilio Domingos e Felipe David Rodrigues, o filme parte da canção conhecida por várias gerações para apresentar o artista por trás dela.
A produção também marca os 50 anos do álbum Na Rua, na Chuva, na Fazenda. A história acompanha o menino baiano que participou da formação da soul music brasileira ao lado de Tim Maia e Cassiano.
Carreira e reconhecimento
O documentário mostra Hyldon sem transformá-lo em uma figura idealizada. Depoimentos e memórias do próprio cantor abordam seu temperamento difícil, a resistência às turnês e a distância em relação aos mecanismos da indústria musical.
Hyldon conta que seu disco de estreia teve seis grandes sucessos, mas não recebeu o apoio que esperava da gravadora. Outro momento lembrado é a participação no Globo de Ouro, programa musical da TV Globo que reunia artistas em destaque nas paradas do país.
Mesmo tendo chegado à atração, o cantor relata a sensação de ainda não ser reconhecido como alguém que havia alcançado seu espaço. O documentário relaciona esse sentimento à posição de Hyldon, por muito tempo, fora das principais narrativas da música brasileira.
A produção também apresenta aspectos pessoais do compositor, como suas paixões, as mulheres que inspiraram letras e o romantismo presente em sua obra. Em vez de enfatizar uma reparação histórica, o filme deixa que as canções conduzam a descoberta do artista.
Além da faixa mais conhecida, As Dores do Mundo incentiva a escuta completa do álbum. A produção destaca outras composições de Hyldon e a admiração que ele desperta entre músicos. O documentário foi exibido em festivais, incluindo a 21ª Cine OP.








