QUANTICO — Elon Musk voltará a assessorar oficialmente o governo de Donald Trump. O bilionário será um dos responsáveis pelo Projeto Meridian, iniciativa criada para estudar o futuro da guerra, informou o Pentágono.
O anúncio foi feito por Pete Hegseth, chefe do Pentágono, durante um discurso na quarta-feira, na base militar de Quantico. Musk vai copresidir o projeto com Palmer Luckey, cofundador da empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries, e Newt Gingrich, ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes, de 83 anos.
Prazo de 120 dias
Hegseth afirmou que o estudo pretende analisar o futuro e apontar áreas que os Estados Unidos devem dominar, além de capacidades que precisam ser aperfeiçoadas. O grupo terá líderes do setor privado escolhidos pessoalmente e especialistas em inovação, meio acadêmico e políticas públicas.
As conclusões deverão ser finalizadas e apresentadas em 120 dias, conforme determinação de Hegseth.
“Estamos aproveitando uma fonte única de vantagem americana, uma que nossos adversários não têm: nossos inovadores, nossas grandes lideranças e nossos tecnólogos”, disse o chefe do Pentágono.
Relação com Trump
Musk comandou o Departamento de Eficiência Governamental, conhecido como DOGE, até deixar o cargo em maio de 2025. A saída ocorreu após um afastamento público do presidente.
O empresário apoiou Trump e contribuiu para o retorno dele à Casa Branca no início de 2025. Depois, os dois romperam publicamente por causa da política de gastos promovida pelo presidente.
Mais tarde, Musk retomou contribuições para causas republicanas, incluindo doações bilionárias a candidatos e grupos políticos conservadores.








