RIade — Pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas em um ataque atribuído aos houthis contra o Aeroporto Internacional de Riade, na Arábia Saudita. A autoridade de aviação civil saudita divulgou os números neste domingo (11).
Entre os mortos estão quatro sauditas e oito estrangeiros, incluindo um americano. Uma fonte de hospital identificou uma das vítimas como um comissário de bordo egípcio que trabalhava para uma companhia aérea saudita. Outra vítima era palestina e tinha documentos de viagem egípcios.
O ataque provocou danos materiais e deixou parte dos feridos em estado grave, segundo a autoridade. O aeroporto suspendeu as operações, enquanto autoridades de saúde mobilizaram médicos para atender a emergência. Embaixadas estrangeiras recomendaram que seus cidadãos evitassem a área.
Uma fonte diplomática afirmou que um míssil atingiu o aeroporto por volta das 15h locais, 9h no horário de Brasília. Testemunhas relataram uma explosão, feridos, pânico e uma evacuação do terminal. “Todo mundo corria”, disse uma testemunha.
Acusações e alertas
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen, acusou os houthis, apoiados pelo Irã, de lançar o ataque. Em comunicado, a coalizão prometeu responder “com firmeza” e classificou o episódio como um crime de guerra.
Até o momento, os houthis não assumiram a autoria. Desde julho, o grupo realizou ataques contra a Arábia Saudita, com alvos como aeroportos, instalações petrolíferas e petroleiros. A trégua com o governo iemenita apoiado por Riade terminou após quatro anos.
As embaixadas dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha e da Espanha emitiram alertas. A representação americana pediu que cidadãos evitassem o aeroporto. Donald Trump afirmou que decidiria “muito em breve” se os Estados Unidos participariam dos ataques sauditas contra os houthis.
No Iêmen, forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita avançavam contra os houthis perto do Estreito de Bab el Mandeb. O grupo confirmou os ataques, mas afirmou ter repelido a ofensiva. As declarações dos dois lados não foram verificadas de forma independente.






