ROSÁRIO — O wrestling brasileiro encerrou sua participação nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé com três medalhas de bronze no estilo greco-romano. Entre os medalhistas está Pedro Henrique, conhecido como Pelé, que há três meses atravessa a transição profissional sem técnico na seleção brasileira.
Além do pódio em Rosário, o atleta terminou o Mundial Sub-20 na quinta colocação, em Bratislava, na Eslováquia. As conquistas ocorreram após a saída do técnico David Maia, que acompanhava a evolução de Pedro desde a base.
Do judô ao wrestling
Pedro começou no judô e treinou na modalidade dos seis aos 14 anos. Foi vice-campeão brasileiro sub-13 antes de migrar para o wrestling, após professores identificarem características de seu estilo de luta que poderiam favorecer a mudança.
Na primeira competição de wrestling, ele perdeu para João Pedro Moura, atleta que já fazia parte da seleção brasileira. A derrota motivou Pedro a continuar treinando. Na disputa seguinte, ele venceu o adversário, que hoje é seu companheiro de clube no Praia Clube, em Minas Gerais.
O apelido Pelé surgiu ainda na infância, dado por treinadores de judô que comparavam Pedro ao Rei do Futebol. “Todo mundo me conhece como Pelézinho”, afirmou o atleta, que considera a alcunha uma honra.
Sem o mentor
David Maia foi desligado pela Confederação Brasileira de Wrestling poucas semanas antes do Mundial Sub-20 e do ciclo que terminou com o bronze nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026. Segundo Pedro, a saída teve caráter político e o deixou sem treinador.
A relação entre os dois começou quando Pedro deixou o projeto da seleção Sub-17 por causa da idade. David abriu espaço para que o atleta continuasse treinando no Rio de Janeiro e chegou a recebê-lo em casa. Nesse período, Pedro conquistou o Pan-Americano Sub-20, uma medalha no Pan-Americano adulto e o quinto lugar no Mundial Sub-20.
A seleção adulta também está sem técnico desde o fim das Olimpíadas de Paris, em 2024. Joilson Júnior, que participou dos Jogos, passou um período com David e usa as instalações do Maria Lenk junto da autoavaliação para se preparar até Los Angeles.
Pedro deixou a categoria de 48 kg e passou a competir entre os principais atletas de até 60 kg. Atualmente, pesa 62 quilos e realiza um trabalho com Carol, nutricionista que o acompanha na transição. O atleta afirma que normalmente precisa estar com 65 quilos.








