ROSÁRIO — Gyovanna Andrade conquistou o ouro nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026 e passou a disputar espaço na categoria até 57 kg do judô brasileiro. Aos 20 anos, a paulista venceu a competição individual na Argentina e também ganhou seus dois combates na disputa por equipes, ajudando o Brasil a manter 100% de aproveitamento na modalidade.
A categoria ganhou uma nova concorrente no adulto em meio a uma disputa interna que já reúne atletas com resultados internacionais. Shirlen Nascimento, Sarah Souza e Bianca Reis estão na briga pela vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Gyovanna afirmou que vê as três como inspiração e comemorou a possibilidade de integrar esse grupo.
Rafaela Silva, campeã olímpica do Rio-2016 e bicampeã mundial, deixou os 57 kg para competir nos 63 kg neste ciclo. A carioca foi referência da categoria durante anos e construiu sua trajetória antes da mudança.
Campanha em Santa Fé
Na competição individual, Gyovanna saiu atrás nas quartas de final contra a venezuelana Audreys Pacheco, que marcou um waza-ari. A brasileira reagiu, conseguiu o ippon e avançou.
Na semifinal, derrotou a uruguaia Maya Leopold no golden score, com um yuko. Na decisão, venceu a equatoriana Astrid Gavidia por dois yukos e garantiu a medalha de ouro.
A judoca também foi decisiva no torneio por equipes. Ela venceu os dois combates que disputou, incluindo a luta da final, e ajudou o Brasil a conquistar outra medalha dourada em Santa Fé.
Disputa pela categoria
Shirlen Nascimento conquistou o bronze no Campeonato Mundial de 2025 e acumulou resultados no circuito internacional. Sarah Souza soma pódios em etapas do circuito mundial. Bianca Reis, de uma geração mais jovem, tem bons resultados nas categorias de base e em Grand Slams adultos.
Gyovanna chegou ao ciclo sênior depois de conquistar medalha no Mundial Júnior. Após o título, disse que ainda está construindo seu caminho no cenário internacional e que pretende seguir o próprio processo antes de buscar uma vaga olímpica.








