A astronauta francesa Sophie Adenot voltou à Terra depois de uma missão de 235 dias na Estação Espacial Internacional (ISS), a permanência orbital ininterrupta mais longa já realizada por um astronauta europeu.
Na chegada ao centro de treinamento da Agência Espacial Europeia (ESA), em Colônia, na Alemanha, Adenot recebeu auxílio de médicos e aparentava estar debilitada. Ela deve iniciar um programa intensivo de recuperação de quase três semanas.
A ausência de gravidade provoca alterações no corpo, como perda óssea, atrofia muscular, descondicionamento cardiovascular e problemas de visão. A astronauta afirmou que, neste momento, tem a sensação de estar reaprendendo a viver.
Retorno ao planeta
A cápsula Dragon, que transportava a Crew-12, amerissou na quinta-feira (8), no Oceano Pacífico, perto da costa da Califórnia. Adenot contou que a chegada foi difícil, com muitas ondas durante 25 minutos.
“Devolvam-me ao espaço, por favor!”, disse ela ao ser retirada da cápsula pela equipe de resgate. Segundo a astronauta, estar no espaço era mais fácil naquele momento.
Adenot, de 44 anos, chorou durante a entrevista e descreveu a missão como uma experiência que terá impacto duradouro em sua vida. Ela também afirmou ter vivido todas as emoções humanas, das mais alegres às mais difíceis.
A 400 km da Terra, a astronauta disse ter percebido a fragilidade do planeta. Para ela, vista do espaço, a Terra aparece como um lugar onde “não há divisões, não há fronteiras, mas apenas um planeta precioso que todos compartilhamos”.
Caminhadas espaciais
Durante a missão, Sophie Adenot se tornou a primeira astronauta francesa a sair da estação espacial para uma caminhada espacial. Ela realizou três caminhadas, em 18 e 25 de agosto e em 1º de setembro.
A astronauta também relatou preocupação com os incêndios do último verão no hemisfério norte perto de Arcachon, região no sudoeste da França onde se estabeleceu nos últimos anos.









