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Navi Pillay recebe Nobel da Paz por trajetória no direito internacional
Brasil

Navi Pillay recebe Nobel da Paz por trajetória no direito internacional

A jurista sul-africana de 85 anos foi reconhecida após atuar em tribunais internacionais e investigar conflitos e violações de direitos humanos.

Navi Pillay recebeu o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira (9), aos 85 anos, depois de décadas de atuação no direito internacional e na defesa de vítimas de discriminação. Atualmente, ela é juíza ad hoc da Corte Internacional de Justiça (CIJ) em um caso sobre a minoria rohingya.

A jurista sul-africana também foi juíza do Tribunal Penal Internacional e presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda. Em 1998, integrou o grupo que reconheceu, pela primeira vez, que o estupro poderia ser considerado um ato constitutivo de genocídio.

Investigação sobre Israel e Palestina

Entre 2021 e 2025, Pillay comandou uma comissão criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para investigar as causas profundas do conflito israelense-palestino. O painel concluiu que ocorria um genocídio em Gaza desde o início da guerra provocada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

A comissão não falava em nome das Nações Unidas e foi duramente criticada por Israel. “A responsabilidade recai sobre o Estado de Israel”, declarou Pillay em 2025.

O trabalho também rendeu a ela uma acusação de antissemitismo, rejeitada pela jurista. “Seria engraçado se não fosse tão absurdo”, afirmou.

Da África do Sul aos tribunais internacionais

Nascida em 1941, em Durban, Navi Pillay cresceu em uma família de origem tâmil durante o Apartheid. Formou-se em Direito na Universidade de Natal e obteve mestrado e doutorado em Harvard.

Em Durban, tornou-se a primeira mulher não branca a abrir um escritório de advocacia. A atuação na defesa de opositores do Apartheid ganhou destaque. Em 1973, ela conseguiu que presos políticos da penitenciária de Robben Island, onde Nelson Mandela estava detido, tivessem acesso a advogados.

Após as primeiras eleições democráticas da África do Sul, em 1994, Pillay foi nomeada para um Tribunal Superior do país e se tornou a primeira mulher pertencente a uma minoria a ocupar a função.

Mandela a recomendou para um tribunal da ONU responsável pelo julgamento dos envolvidos no genocídio de Ruanda. Mais tarde, ela ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos até 2014.

A experiência durante o Apartheid orientou sua atuação contra a discriminação. “É preciso ousar erguer a voz e condená-la. Foi isso que fiz na ONU”, disse Pillay.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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