O presidente da Comissão Federal de Comércio (FTC), Andrew Ferguson, afirmou que o governo Trump trabalha para proteger homens brancos americanos da discriminação. A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa sobre supostas fraudes em programas de vistos, realizada na quinta, 8, com a participação do vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo.
Ferguson também é vice-presidente da Força-Tarefa da Casa Branca para Eliminar Fraudes. No evento, ele elogiou a atuação da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos para “proteger homens brancos americanos da discriminação” e combater a “discriminação por origem nacional”.
A iniciativa foi apresentada como parte dos esforços do governo Trump para restringir a imigração de pessoas não brancas para os Estados Unidos. Vance defendeu objetivos semelhantes ao falar sobre a reformulação do programa de vistos H-1B, destinado a trabalhadores estrangeiros com patrocínio de empregadores.
Universidades na mira
O vice-presidente disse que o programa deveria ser reservado a pessoas como Elon Musk e Lisa Su, diretora-executiva da AMD. Su imigrou para os Estados Unidos quando era criança, e não por meio de uma autorização de trabalho. Musk é um imigrante sul-africano naturalizado americano.
Vance também afirmou que o governo federal pode investigar universidades que, na avaliação dele, contrataram trabalhadores estrangeiros em excesso. Ele citou nove instituições: Harvard, Yale, Stanford, Brown, a Universidade de Pittsburg, a UC Davis, o Cal Tech, a Universidade Estadual do Arizona e o MIT.
As possíveis investigações se somariam às medidas do governo Trump contra políticas de ação afirmativa voltadas à ampliação do ingresso de estudantes não brancos e de grupos minoritários no ensino superior.
O Departamento de Justiça também reorientou sua Divisão de Direitos Civis. A mudança afastou a área de sua missão declarada de proteger todos os americanos e direcionou seu trabalho para prioridades conservadoras, como a proteção dos direitos garantidos pela Segunda Emenda e a eliminação de políticas de diversidade e inclusão em instituições públicas.








