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Houthis ameaçam bloquear passagem para navios dos EUA no Mar Vermelho
Brasil

Houthis ameaçam bloquear passagem para navios dos EUA no Mar Vermelho

Grupo diz que reagirá a uma intervenção americana no Estreito de Bab el Mandeb ou a ataques contra a Arábia Saudita.

O movimento houthi afirmou que pode fechar completamente o Estreito de Bab el Mandeb para navios americanos caso os Estados Unidos intervenham na passagem marítima ou apoiem militarmente a Arábia Saudita.

A ameaça foi feita por Abed Mohamed al Thawr, assessor militar dos houthis, durante uma entrevista na terça-feira em Saná. O grupo controla o estreito, uma rota de entrada para o Mar Vermelho, desde este mês, após combates que deixaram centenas de mortos.

"Se os Estados Unidos se atreverem a intervir militarmente com suas frotas ou tentarem tomar o controle de Bab el Mandeb, isso representará uma linha vermelha tanto para eles como para qualquer outro", disse Thawr.

O assessor também afirmou que qualquer interesse americano na região poderia ser considerado alvo se Washington apoiasse a Arábia Saudita com ataques aéreos. A Arábia Saudita apoia o governo do Iêmen reconhecido por boa parte da comunidade internacional e tenta conter o avanço houthi.

Disputa com a Arábia Saudita

Os houthis dizem que a Arábia Saudita realizou centenas de ataques no Iêmen desde que os combates foram retomados em julho. O movimento também atacou o país vizinho em várias ocasiões, incluindo Riade, no sábado passado, pela primeira vez em anos.

O grupo afirma ainda que mantém um bloqueio marítimo contra navios sauditas. A medida afeta o reino, principal exportador mundial de petróleo, que também sofre com as restrições impostas pelo Irã à navegação no Estreito de Ormuz.

Thawr negou que os houthis recebam ordens de Teerã, mas descreveu os dois lados como aliados. "O Irã é um país amigo, aliado e irmão para nós, mas não nos dá ordens. Somos independentes em nossas decisões e em nossa soberania", afirmou.

A guerra civil no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram Saná e outras regiões. Em 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio no conflito. Uma trégua foi alcançada em 2022, mas os combates voltaram em julho.

Desde o início de setembro, cerca de 750 combatentes morreram, além de dezenas de civis, segundo fontes dos dois lados. Mais de 130.000 pessoas foram deslocadas no Iêmen no mesmo período, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que espera novos deslocamentos em massa nos próximos meses.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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