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Conflito no Iêmen reduz tráfego em rota marítima estratégica
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Conflito no Iêmen reduz tráfego em rota marítima estratégica

Avanço houthi no litoral do Mar Vermelho amplia tensão com a Arábia Saudita e preocupa a navegação internacional.

A retomada dos combates no Iêmen provocou forte queda no tráfego pelo Estreito de Bab el-Mandeb, rota marítima que liga a Europa à Ásia pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. A passagem é importante para o transporte de hidrocarbonetos e para a Arábia Saudita, principal exportadora mundial de petróleo.

Os houthis acusaram a Arábia Saudita de atacar o porto de Moca, no Mar Vermelho. O grupo também afirmou que bombardeios contra a cidade portuária mataram seis civis, entre eles duas crianças e uma mulher.

O rei Salman chamou os houthis de “milícia terrorista” e condenou o que classificou como “a nova tentativa da milícia terrorista houthi de atacar Meca”. A declaração foi divulgada pela imprensa estatal saudita. Riade acusa combatentes apoiados pelo Irã de terem realizado um ataque contra a cidade sagrada nesta terça-feira.

Aos 90 anos, Salman não costuma aparecer em público. A Arábia Saudita apoia o governo iemenita reconhecido por boa parte da comunidade internacional e tenta conter o avanço houthi no país.

Deslocamento e novos ataques

A conquista da costa do Mar Vermelho pelos houthis deixou centenas de mortos e aumentou os temores sobre o comércio e a navegação mundial pelo Bab el-Mandeb. A ONU alertou que o número de deslocados pode passar dos aproximadamente 130.000 atuais para mais de 230.000 nos próximos meses.

Os houthis anunciaram ainda a morte de uma mulher e de seu filho em ataques no noroeste do Iêmen, além de nove detentos em uma prisão. O grupo continua realizando ataques contra a Arábia Saudita e diz ter como alvos infraestruturas energéticas e militares.

A expansão territorial fortaleceu o Irã e seus aliados em duas rotas marítimas: Bab el-Mandeb e o Estreito de Ormuz. O Irã bloqueou Ormuz, do outro lado da Península Arábica, enquanto os houthis mantêm pressão sobre a passagem no Mar Vermelho.

Apoio internacional

O G7 declarou “plena solidariedade” ao governo iemenita e à Arábia Saudita e pediu o fim dos ataques houthis. Uma fonte diplomática afirmou que a França está “disposta a contribuir” para proteger infraestruturas energéticas, sem participar do conflito.

O primeiro-ministro britânico Andy Burnham concordou em oferecer apoio logístico militar a Riade. O presidente do conselho presidencial iemenita pediu ajuda aos Estados Unidos em uma conversa com o presidente Donald Trump. Trump manifestou solidariedade a Rachad al-Alimi, mas não prometeu apoio militar.

A guerra começou em 2014, quando os houthis tomaram Saná e outras regiões. Em março de 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita iniciou uma intervenção militar.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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