A escolha do próximo secretário-geral da ONU ainda pode ser alterada por um veto de qualquer um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos. Mesmo com nove votos entre os 15 integrantes, o candidato precisa superar essa barreira antes de ser levado à Assembleia Geral.
Na terceira votação informal, realizada nesta sexta-feira (18), Rebeca Grynspan ficou à frente de Carolyn Rodrigues-Birkett por uma margem estreita, afirmou uma fonte diplomática. A costa-riquenha recebeu nove votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção.
Rodrigues-Birkett, ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana, teve oito votos favoráveis, seis contrários e uma abstenção. Ela havia ampliado a vantagem na segunda rodada do Conselho de Segurança.
Disputa pela sucessão
Ex-vice-presidente da Costa Rica, Grynspan está licenciada de sua função na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) para fazer campanha. Ela também ficou em primeiro lugar na primeira votação informal.
A disputa inclui ainda Rafael Grossi, atual chefe do órgão de supervisão nuclear da ONU; Michelle Bachelet, ex-presidente chilena e ex-alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos; María Fernanda Espinosa, ex-chanceler equatoriana; Olara Otunnu, diplomata de Uganda; Macky Sall, ex-presidente senegalês; e Ivonne A-Baki, diplomata e ex-ministra do Comércio do Equador.
Membros do Conselho manifestaram interesse em eleger, pela primeira vez, uma mulher para a Secretaria-Geral. O escolhido vai suceder António Guterres, cujo mandato termina no fim de dezembro.
Próximas etapas
Existe a possibilidade de os cinco integrantes permanentes apoiarem um nome de consenso. Um diplomata não identificado questionou a hipótese caso o processo ocorra sem transparência.
Depois de vencer as etapas no Conselho, o nome será encaminhado à Assembleia Geral, que reúne todos os membros da ONU, para confirmação.
Na quinta-feira (17), um funcionário do Departamento de Estado americano disse que os candidatos devem fazer a ONU voltar ao objetivo de manter a paz e a segurança no mundo. A declaração também criticou a orientação ideológica da organização.









