Bill Gates questionou se será preciso esperar por “milhões de mortes” para que mecanismos obrigatórios de monitoramento sejam adotados em sistemas avançados de inteligência artificial (IA). Para ele, as salvaguardas precisam ser exigidas antes de grandes ataques cibernéticos ou biológicos.
Em entrevista, o cofundador da Microsoft afirmou que a percepção sobre os riscos da tecnologia ainda é “extremamente baixa” fora do setor. Ele incluiu nessa avaliação acadêmicos, centros de pesquisa, formuladores de políticas e políticos.
Gates citou modelos de código aberto como uma preocupação. Segundo ele, esses sistemas podem ser adaptados para auxiliar na criação de armas biológicas e ter mecanismos de monitoramento desativados.
Regras obrigatórias
O executivo defendeu mecanismos obrigatórios de supervisão e segurança para modelos avançados. Ele rejeitou uma estratégia baseada apenas na autorregulação das empresas ou na responsabilização depois que eventuais danos ocorrerem.
A comparação feita por Gates foi com medicamentos, aviação e automóveis, setores que contam com regras de segurança. “Não se pode confiar na indústria para se autorregular aqui. É simplesmente insano”, afirmou.
Durante a entrevista, também foi citada a presença de uma visão mais favorável à autorregulação no governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Entre os nomes mencionados estavam David Sacks e Jensen Huang, CEO da Nvidia.
Gates classificou a IA como “a coisa mais perigosa da qual os seres humanos já chegaram perto”.









