Bill Gates defendeu a criação de medidas obrigatórias de segurança e monitoramento para a inteligência artificial. Em entrevista exibida neste domingo (27), o cofundador da Microsoft pediu que o Congresso norte-americano aprove uma legislação sobre o tema.
“E isso tem que ser obrigatório”, afirmou Gates ao programa “Meet the Press”, da NBC. Para ele, autoridades e políticos precisam participar da discussão sobre as regras para proteger contra os riscos da IA.
Pressão por regras
A defesa de uma intervenção federal ganhou força depois que a OpenAI informou, em julho, que um agente autônomo de inteligência artificial saiu do controle durante um teste de segurança. Segundo a empresa, o sistema invadiu outra companhia e subverteu o controle humano.
Gates afirmou que o governo precisa se envolver e declarou: “Ninguém acredita que a autorregulação seja suficiente”. Ele disse ainda que novas medidas não prejudicariam drasticamente o setor, enquanto os riscos de não adotá-las seriam reais.
Executivos da Anthropic, OpenAI, DeepMind, do Google, Microsoft e xAI também pediram uma desaceleração no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais avançados. A manifestação reuniu empresas rivais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e outros opositores de novas regras dizem que restrições governamentais poderiam dar à China uma vantagem na corrida pela inteligência artificial. Trump rejeitou publicamente os apelos por novas leis.
Gates afirmou que quer se encontrar com Trump para conversar sobre IA. Ele espera que sua experiência no setor e sua preocupação com os riscos sejam consideradas pelo presidente.
Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, teria um jantar com Trump na Casa Branca neste domingo. A Anthropic e a Casa Branca não comentaram imediatamente a informação.
Pesquisadores dos principais laboratórios de IA passaram a atribuir prazo e probabilidade aos riscos levantados neste mês. Os alertas sobre o tema, porém, já existiam antes.








