O Flamengo avalia diferentes cenários para compensar a perda de receitas após a Medida Provisória do Governo Federal que determinou o encerramento das atividades das casas de apostas no Brasil. O diretor de futebol José Boto afirmou que os salários de jogadores e funcionários não serão afetados.
A diretoria mantém reuniões frequentes para analisar os impactos financeiros. O planejamento do clube incluía receitas de contratos com empresas do setor, entre elas a Betano, atual patrocinadora máster.
“Desde que essa medida foi implementada temos reuniões diárias com o presidente. Estamos trabalhando com vários cenários”, disse Boto em entrevista coletiva nesta quinta-feira (1º).
Salários ficam protegidos
Segundo o dirigente, o Flamengo pode fazer ajustes em outras áreas para manter os pagamentos em dia. Entre as possibilidades está a venda de jogadores sem reposição das vagas abertas.
“O que eu queria dizer é que mesmo no pior cenário nunca estará em risco os salários dos jogadores e dos funcionários”, afirmou.
Boto disse ainda que o clube não pretende deixar de cumprir compromissos com outras equipes. A negociação de atletas é considerada uma das alternativas para garantir esses pagamentos diante da perda do dinheiro previsto nos contratos.
Clube participa de ação no STF
O Flamengo ingressou no Supremo Tribunal Federal como amicus curiae na ADI nº 8.027/DF. A ação questiona a constitucionalidade da Medida Provisória nº 1.394/2026.
Em nota, o clube informou que pretende apresentar ao STF os impactos da medida sobre o financiamento do esporte, os contratos de patrocínio, as modalidades olímpicas e as categorias de formação.
A instituição declarou que a participação não busca defender apenas os próprios interesses contratuais, mas contribuir para a análise dos efeitos da mudança sobre todo o ecossistema esportivo.
O Flamengo também afirmou não ser contrário à regulamentação do setor. A defesa do clube é que eventuais mudanças respeitem a segurança jurídica, a proteção da confiança e o fomento ao esporte.








