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Choque de combustíveis amplia busca por renováveis, mas emissões sobem
Brasil

Choque de combustíveis amplia busca por renováveis, mas emissões sobem

Políticas de eficiência e eletrificação avançaram desde fevereiro, enquanto investimentos em solar e eólica recuaram no primeiro semestre de 2026.

O aumento dos preços de petróleo e gás levou países a acelerar medidas de eficiência energética e a buscar alternativas aos combustíveis fósseis. Ainda assim, as emissões globais de gases de efeito estufa cresceram 0,2% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

Desde fevereiro, mais de 30 governos anunciaram ou colocaram em prática políticas voltadas à eletrificação, à expansão de fontes renováveis e à redução do consumo. A Agência Internacional de Energia contabilizou, até 9 de setembro, 33 governos com ações relacionadas ao conflito.

As iniciativas incluem incentivos para veículos elétricos, instalação de infraestrutura de recarga, troca de caldeiras a gás por bombas de calor e reformas em edifícios para diminuir a demanda por energia. China, Índia e Indonésia também adotaram medidas específicas para indústria, transporte e uso doméstico.

Investimento recua

O investimento global na implantação de energia solar e eólica caiu no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, depois de anos de crescimento. A China respondeu pela maior parte da queda, de acordo com o Clean Investment Monitor, do Rhodium Group.

Em Estados Unidos, Europa e Índia, regiões mais expostas às oscilações nos preços de petróleo e gás, o investimento em energia solar avançou. O aporte em energia eólica ficou estável ou aumentou, afirmou Hannah Pitt, diretora do monitor.

O movimento ocorre ao lado de decisões contraditórias. O Reino Unido registrou aumento nas instalações solares, mas avalia ampliar a produção de gás. Na Ásia, a Indonésia substitui parte das usinas a diesel por unidades solares e, ao mesmo tempo, reforça o carvão para atender indústrias pesadas.

Pressão sobre importadores

O banco de dados Climate TRACE registrou alta nas emissões do transporte rodoviário no primeiro semestre de 2026. As emissões do setor elétrico caíram, enquanto as da navegação recuaram, possivelmente influenciadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Importadores de combustíveis fósseis pagaram US$ 330 bilhões a mais do que o previsto antes da guerra, segundo estimativa do Centre for Research on Energy and Clean Air. União Europeia, China e Índia estão entre os mais afetados. O estudo calcula que investimentos em energia limpa feitos após crises anteriores evitaram US$ 36 bilhões em importações fósseis nos primeiros cinco meses do conflito.

Para Pauline Heinrichs, do Kings College London, governos “dançam” entre reconhecer a importância da energia limpa e manter a expansão dos combustíveis fósseis. Especialistas avaliam que ainda é cedo para definir se o resultado do choque favorecerá renováveis ou fósseis, mas apontam que a insegurança energética aumentou o interesse pela transição.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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