A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet desistiu da candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas neste sábado (19). A decisão veio semanas depois de uma pesquisa colocá-la em penúltimo lugar entre oito candidatos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Bachelet anunciou a retirada e disse não se arrepender de ter assumido o desafio. “Hoje anuncio que decidi não continuar com minha candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas”, afirmou.
A ex-presidente também declarou que a campanha ajudou a ampliar o debate sobre a escolha de uma mulher da América Latina para comandar a ONU. Em 80 anos de história, nenhuma mulher ocupou o cargo.
Apoios e disputa
Bachelet foi indicada em fevereiro passado pelo governo do ex-presidente chileno Gabriel Boric. A candidatura recebeu apoio do Brasil e do México, mas perdeu força depois que o novo presidente do Chile, José Antonio Kast, retirou seu apoio.
Ela agradeceu aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum pelo respaldo à candidatura. “Agradeço muito especialmente aos presidentes do Brasil, [Luiz] Inácio Lula da Silva, e do México, Claudia Sheinbaum”, declarou.
Uma votação do Conselho de Segurança realizada em agosto apontou como favorita a ex-chanceler da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, que recebeu oito votos favoráveis.
Até agora, cinco mulheres e três homens disputam a sucessão do português António Guterres, de 77 anos. Ele encerrará o segundo mandato de cinco anos no próximo 31 de dezembro.
A secretaria-geral costuma alternar entre regiões, embora essa prática não seja regulamentada e nem sempre seja seguida. Nesta rodada, a vez caberia à América Latina. O único representante latino-americano no cargo foi o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que ocupou a função entre 1982 e 1991.









