Guarulhos, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,89 · Ibovespa 183.966 -0,00% Guarulhos 14°C 14° / 26°
Apagões de até 17 horas convivem com novos planos para o petróleo em Mene Grande
Brasil

Apagões de até 17 horas convivem com novos planos para o petróleo em Mene Grande

Moradores esperam empregos e renda, mas enfrentam cortes de energia, estradas ruins e a saída de familiares da cidade venezuelana.

Os cortes de energia se intensificaram em Mene Grande e na vizinha Bachaquero, na Venezuela, justamente quando um novo acordo sobre o petróleo desperta esperança entre os moradores. Em Bachaquero, os apagões chegam a 17 horas, e casas de conjuntos residenciais da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) ficam sem condições de uso por causa do calor.

José Gregorio Martínez, professor aposentado de 65 anos, vive em um desses conjuntos. Segundo ele, a eletricidade é retirada das residências para abastecer os poços do lago de Maracaibo e cumprir uma cota. Na estrada, cerca de 50 bombas de extração da Nabep, empresa do venezuelano Alejandro Betancourt, aparecem com as cores da bandeira do país.

Os Estados Unidos escolheram a Nabep para implementar o acordo energético. Washington também fechou um entendimento para controlar 20% das reservas de petróleo da Venezuela, incluindo campos na faixa petrolífera do Orinoco. Os detalhes não foram divulgados.

Petróleo no quintal

Mene Grande fica na bacia do lago de Maracaibo, no estado de Zulia. A cidade, com cerca de 27 mil habitantes, é considerada o berço da indústria petrolífera venezuelana. O petróleo surge em quintais, colinas e pequenos cursos no solo. Em alguns pontos, o gás se mistura aos hidrocarbonetos e deixa no ar um cheiro que pode causar tontura.

Em uma área de pasto, pequenas correntes de petróleo formam estruturas parecidas com minivulcões e deixam partes de asfalto solidificado. Eladio Ramón Devidez, aposentado de 67 anos, mostrou uma dessas formações no quintal de um vizinho que emigrou.

Espera por trabalho

A riqueza do subsolo contrasta com a pobreza e com problemas de infraestrutura. Uma estrada em mau estado dá acesso à cidade. Durante os apagões, moradores recorrem a lâmpadas portáteis; à noite, em alguns momentos, apenas os relâmpagos iluminam o caminho.

Donald Trump chamou o investimento americano de o melhor acordo já feito e disse que o petróleo venezuelano garantirá o domínio energético dos Estados Unidos por um século. Para Héctor Valero Balestrini, militar aposentado de 67 anos, o entendimento pode abrir uma nova era entre os dois países.

Martínez, que antes participava de reuniões familiares de até 30 pessoas, agora mora em uma casa vazia, em meio a ruas esburacadas, vazamentos de esgoto e mato. Ele afirma ter muitas expectativas com o acordo e espera melhora nas condições de vida.

Xiosbelis Saavedra, comerciante de 41 anos, avalia fechar a loja de frios e emigrar, como fizeram seus três irmãos. “Isso é uma desgraça”, disse.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5