Os Estados Unidos exportavam, em junho, mais de 1,4 milhão de barris por dia de produtos destilados — categoria formada principalmente por diesel. O dado é da Agência de Informação de Energia americana e ajuda a dimensionar a proposta em análise no governo de Donald Trump.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a equipe avalia se uma restrição total ou parcial seria possível e teria efeito sobre os preços. “Estamos estudando se isso é viável em função da capacidade global de refino, e se uma proibição total ou parcial seria eficaz”, disse hoje.
Trump declarou apoio à ideia durante a Assembleia Geral da ONU. Para o presidente, os Estados Unidos produzem diesel em grande volume, e a medida poderia afetar pouco o preço da gasolina comum. “Também defendi isso. Disse para não enviarmos diesel. Produzimos muito”, afirmou.
A discussão ocorre depois da disparada dos combustíveis ligada à guerra no Oriente Médio. Estados Unidos e Israel iniciaram em fevereiro ataques contra o Irã, que respondeu ampliando o conflito.
O diesel registra recordes diários e é usado principalmente por caminhoneiros e agricultores, grupo considerado um alvo eleitoral de Trump. O aumento dos preços virou uma questão política nos Estados Unidos, onde os republicanos temem perder as eleições de meio de mandato, em novembro.
Na semana passada, John Thune, líder da maioria republicana no Senado, disse estar aberto à proibição caso ela ajude a reduzir a pressão sobre os preços. Os Estados Unidos são o maior produtor e consumidor mundial de petróleo.









