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Reuniões do G20 em Houston miram petróleo e refino com Venezuela convidada
Brasil

Reuniões do G20 em Houston miram petróleo e refino com Venezuela convidada

Encontros nos EUA reúnem grandes economias e produtores de petróleo enquanto guerra no Oriente Médio pressiona combustíveis.

O secretário de Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que as reuniões do G20 buscam deslocar o centro geopolítico do petróleo do Oriente Médio para o hemisfério ocidental. A Venezuela participa como convidada dos encontros, iniciados nesta segunda-feira (14).

“Temos aqui todos os países do G20, além da Venezuela”, disse Burgum em entrevista à Fox Business. As discussões seguem até quarta-feira, em Houston, no Texas, com delegações de China, Índia, Japão e Alemanha. Canadá e Arábia Saudita também devem participar como grandes produtores de petróleo.

Produção e refino

Burgum declarou que o foco será ampliar a produção e o refino. “O debate girará em torno de aumentar a produção e o refino, não de seu fechamento”, afirmou, em referência ao período da presidência de Joe Biden.

A aproximação entre Washington e Caracas ocorreu após a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro. Com o respaldo da presidente interina, Delcy Rodríguez, o presidente americano Donald Trump tenta aproveitar as riquezas da Venezuela.

Trump anunciou um acordo petrolífero que prevê participação americana de 35% na North American Blue Energy Partners. O pacto também dá aos Estados Unidos o direito de comprar 20% da produção de petróleo bruto dos campos venezuelanos envolvidos, a preço de custo.

Guerra e preços

Os encontros ocorrem durante a alta dos preços do petróleo e do gás, provocada pela guerra no Oriente Médio. O conflito também complica o abastecimento na Europa.

Uma das prioridades dos Estados Unidos na presidência do G20 é ampliar o acesso a energia acessível, confiável e segura. O fornecimento foi afetado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em fevereiro.

Nos Estados Unidos, o galão de diesel, equivalente a 3,78 litros, chegou a um valor recorde e custa atualmente, em média, 6,2 dólares (32 reais), segundo a Associação Americana de Automóveis.

A Rússia também enviaria funcionários. Há duas semanas, a presença do ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, provocou alvoroço em uma reunião do G20. Aliados europeus da Ucrânia criticaram o convite a Moscou, contrário aos esforços para excluir a Rússia por causa da guerra contra o país vizinho.

Trump acusou o Irã de prolongar o conflito para prejudicá-lo politicamente e disse que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, provoca escassez de diesel com ataques a refinarias russas. As consequências da guerra também podem afetar o Partido Republicano nas eleições legislativas de novembro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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