Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (25) após o Irã apresentar aos Estados Unidos um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. A proposta foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ao enviado americano Steve Witkoff na terça-feira (22).
Às 9h45 GMT (06h45 em Brasília), o barril Brent do Mar do Norte para novembro caía 1,31%, cotado a 105,20 dólares (544,82 reais). O West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, recuava 1,93%, para 92,78 dólares (480,49 reais).
Araghchi disse que o Irã aguarda uma resposta de Washington. “Se certas condições forem atendidas, o estreito será aberto dentro de sete dias e as negociações começarão”, afirmou o ministro.
Condições apresentadas por Teerã
O governo iraniano afirma ter estabelecido sete exigências para encerrar a guerra e permitir a passagem pelo estreito. Entre elas estão uma interrupção de sete dias das hostilidades no Oriente Médio, incluindo o Líbano, e o fim das ações militares contra o Iêmen, conforme declaração do porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Mohebi.
A lista também inclui o desbloqueio de ativos iranianos congelados, estimados em pelo menos 12 bilhões de dólares (62,1 bilhões de reais), a suspensão das sanções sobre o petróleo do país e o encerramento do bloqueio naval americano contra o Irã.
No sétimo e último dia, Teerã reabriria o Estreito de Ormuz. Araghchi afirmou ainda que a China apoia a iniciativa.
O tráfego marítimo na região enfrenta dificuldades desde o início da guerra no Oriente Médio. O Irã exige autorização própria para navios que pretendem atravessar o estreito, alegando motivos de segurança e soberania. Em resposta, embarcações que não cumprem a exigência são atacadas regularmente, enquanto os Estados Unidos realizam bombardeios esporádicos na costa iraniana.
Em junho, o presidente americano, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram um acordo protocolar para encerrar a guerra, reabrir Ormuz e iniciar depois negociações sobre o programa nuclear iraniano. Interpretações diferentes do documento pelos dois lados levaram à retomada dos confrontos na região.









