ÍNDIA — O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã continua seis meses após o início das hostilidades e mantém impacto sobre os preços em escala mundial. Antes da guerra, a rota era usada para transportar 20% do petróleo mundial.
O Irã fechou a passagem estratégica em retaliação a um ataque realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. O país já enfrentava décadas de sanções internacionais, que enfraqueceram sua economia.
Pressão sobre setores estratégicos
Durante um discurso na Índia nesta sexta-feira (11), na véspera da cúpula de líderes do Brics, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que as medidas contra o país chegaram a uma etapa crítica e perigosa nos últimos meses.
Pezeshkian disse que o Irã sofreu sanções duras nos últimos anos e relacionou o agravamento da situação à ação militar de Estados Unidos e Israel. Para ele, “o mundo atual atravessa um período de complexidade sem precedentes”.
O presidente iraniano também afirmou que os efeitos de pressões políticas e militares sobre comércio, energia, infraestrutura e sistema financeiro ultrapassam as fronteiras do país.
Pezeshkian faz sua primeira visita oficial à Índia. Nesta sexta-feira, ele será recebido pelo primeiro-ministro Narendra Modi para uma reunião bilateral, conforme informou a diplomacia indiana.
Criado em 2009, o Brics reúne Brasil, Rússia, Índia e China. A África do Sul entrou depois. O bloco foi ampliado posteriormente com Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos e funciona à margem de instituições como o G7, descritas como dominadas pelos Estados Unidos e pelas potências ocidentais.









