O Exército dos Estados Unidos afirmou neste sábado (5) que destruiu três petroleiros iranianos após a Guarda Revolucionária abrir fogo contra navios de guerra americanos. A ação ocorreu no Golfo de Omã e na costa da ilha de Kharg, principal centro petrolífero do Irã.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que os petroleiros faziam parte de uma rede clandestina de financiamento da Guarda Revolucionária e de aliados do grupo na região. Nenhum militar americano ficou ferido.
Um dos navios foi atacado depois que a tripulação recebeu ordem para abandonar a embarcação, segundo as Forças Armadas americanas. Um vídeo divulgado pela Centcom mostra explosões após os projéteis atingirem os alvos.
“Que a mensagem à Guarda Revolucionária seja clara”, declarou o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper. Ele disse que os Estados Unidos responderiam com um custo econômico maior caso seus navios fossem atacados.
Confronto no Golfo
Os Estados Unidos e o Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro, quando uma operação americana e israelense foi lançada contra o território iraniano. Após um mês de relativa calma, os confrontos foram retomados em 30 de agosto.
O Irã mantém controle rígido sobre o Estreito de Ormuz, enquanto Washington impõe um contrabloqueio aos portos iranianos. Na retomada dos ataques, o Exército americano disse que buscava impedir o lançamento de foguetes carregados com minas navais na região.
Na quinta-feira, Teerã afirmou ter atacado bases militares americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos. A ação teria sido uma resposta à morte de civis em um casamento atingido por bombardeios. Segundo o Crescente Vermelho, quatro participantes da cerimônia morreram.
O vice-presidente JD Vance disse estar cético sobre a versão iraniana, enquanto o episódio era investigado. Donald Trump afirmou na sexta-feira que o conflito era “moleza” e tentou reduzir sua dimensão diante da proximidade das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.









