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Como Resident Evil virou uma franquia lucrativa no cinema
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Como Resident Evil virou uma franquia lucrativa no cinema

Mesmo criticados, os seis filmes com Milla Jovovich tiveram orçamentos enxutos e garantiram lucros que prolongaram a série nas telonas.

A franquia Resident Evil continuou nos cinemas porque seus filmes deram retorno financeiro, mesmo sendo criticados por parte da imprensa especializada e rejeitados por fãs mais puristas. A série começou em 2002 e ganhou mais cinco longas ao longo das décadas.

O desenvolvimento do primeiro filme começou em 1997, quando a Constantin Film passou a trabalhar no projeto. Alan B. McElroy e George Romero escreveram versões iniciais do roteiro. As duas tentavam manter maior fidelidade ao primeiro jogo e incluíam personagens como Chris Redfield, Jill Valentine e Albert Wesker.

Os projetos, porém, foram descartados. O roteiro de Romero foi rejeitado por ser considerado gráfico e violento demais para a classificação indicativa desejada pelos executivos. Já a versão de McElroy foi vista como datada depois do lançamento do segundo jogo, em 1998.

A produção mudou de direção quando Paul W.S. Anderson assumiu o roteiro e a direção. Foi nesse momento que começou a fase protagonizada por Milla Jovovich, com a criação de Alice. A personagem foi apresentada como uma figura invencível e imune aos perigos, enquanto nomes conhecidos dos jogos, como Leon, Claire, Jill e Chris, ficaram em papéis secundários.

A força do dinheiro

Além de se afastar do terror e da história original dos games para apostar na ação, a série recebeu críticas por combates com cortes bruscos, uso excessivo de câmera lenta, problemas de continuidade e uma estética associada aos anos 2000, com trilhas pesadas e sexualização das personagens femininas.

Ainda assim, os seis filmes tiveram lucros expressivos. O capítulo final custou cerca de US$ 40 milhões e arrecadou mais de US$ 314 milhões no mundo. O desempenho ajudou a manter uma fórmula voltada ao grande público, mesmo distante da essência dos videogames.

Tentativa de recomeço

Em 2021, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City tentou se aproximar dos jogos ao recuperar cenários e protagonistas originais. A produção, porém, alterou bastante a personalidade dos personagens e terminou com recepção crítica negativa. A bilheteria foi de apenas US$ 40 milhões, diante de um custo de US$ 20 milhões.

O próximo filme será dirigido por Zach Cregger. O cineasta promete recuperar a tensão, o desespero e o confinamento do survival horror, mas já afirmou que o projeto não será uma adaptação direta da história dos jogos nem terá foco nos personagens clássicos.

Resident Evil estreia em 16 de setembro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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