A decisão da Sony de acabar com os discos do PlayStation a partir de 2028 foi criticada por Shawn Layden, ex-chefe da divisão de jogos. Para ele, a retirada da mídia física levanta dúvidas sobre o que o consumidor realmente compra ao adquirir um jogo digital.
Layden falou sobre o tema em uma entrevista ao podcast The Expansion Pass. Ele afirmou que os downloads são mais convenientes para muitos jogadores, mas defendeu a importância de quem ainda prefere comprar cópias físicas.
“Mas eu acho que, especialmente no mundo dos jogos, talvez 80% das pessoas façam downloads e 20% não, seja qual for essa divisão, mas esses 20% são extremamente importantes”, disse Layden.
Debate sobre propriedade
Na avaliação do ex-chefe da PlayStation, parte desse público é formada pelos jogadores mais fiéis. Ele citou consumidores que compram duas cópias do mesmo título: uma para manter lacrada e outra para jogar.
Layden também destacou que a mídia física permite revender um jogo. Sem essa possibilidade, o comprador teria apenas uma licença ou um acesso a um conteúdo digital, e não a posse de um produto.
“Se você não pode vender algo, isso significa que não é dono de nada”, afirmou.
O debate também envolve a preservação dos jogos. No PC, plataformas digitais como o Steam já fazem parte desse modelo, enquanto a GOG é citada como uma opção que, na maioria das vezes, permite baixar jogos sem DRM e arquivá-los em um disco próprio.
Layden disse que o PlayStation provavelmente não oferecerá essa alternativa. Para ele, a retirada dos discos pode afetar a confiança na marca, especialmente porque consumidores podem associar a medida a casos de remoção de acesso a filmes.
O ex-executivo afirmou ainda que os jogadores tendem a imaginar o pior cenário possível quando esse tipo de mudança acontece. Na visão dele, isso representa um golpe para a marca e prejudica a reputação da Sony.








