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Teste leva modelos do DLSS 5 ao M5 Pro e expõe limite do FP8
Tecnologia

Teste leva modelos do DLSS 5 ao M5 Pro e expõe limite do FP8

Projeto comunitário adaptou o DLSS 5 ao Apple Silicon, mas o M5 Pro entregou 2,32 quadros por segundo em 1440p.

Um projeto comunitário conseguiu executar modelos neurais do DLSS 5 em um Mac com M5 Pro, mas o resultado ficou distante de uma experiência jogável. O teste registrou 2,32 quadros por segundo e latência de entrada de 240 milissegundos em 1440p.

A imagem apresentou melhorias na iluminação de superfície, na oclusão de ambiente e na percepção de profundidade. O ganho visual, porém, veio acompanhado de uma queda de desempenho que inviabiliza qualquer partida.

Apple e NVIDIA não participaram do experimento. A adaptação foi feita por integrantes da comunidade, que combinaram tecnologias originalmente desenvolvidas para funcionar em ambientes diferentes.

Como a adaptação foi feita

O trabalho teve duas frentes. Iamwavecut converteu os modelos de renderização neural do DLSS 5 para o Apple Silicon com o Metal, interface gráfica da Apple.

Mappsnet7 conectou esse backend aos jogos de Windows por meio do ReShade e do Game Porting Toolkit 4.0b2, camada de tradução mantida pela Apple para executar títulos de PC no macOS.

Os testes e as comparações foram publicados pelo usuário AnyPomelo3352, usando a GPU de 16 núcleos do M5 Pro. As etapas de conversão e tradução consumiram desempenho antes mesmo da execução do modelo neural.

O problema do FP8

O DLSS 5 usa redes neurais em ponto flutuante de 8 bits, o FP8. A NVIDIA acelera esse formato com hardware dedicado desde a geração Ada Lovelace.

O M5 Pro não tem essas unidades. Como é um chip ARM, o processamento segue pelo FP16, formato de 16 bits que ocupa o dobro da largura e oferece cerca de metade do rendimento por ciclo. Com isso, o custo do processamento elimina o ganho esperado do upscaling.

A diferença chega a quatro vezes na comparação com a placa mais modesta da geração atual da NVIDIA. No teste, esse intervalo apareceu como pouco mais de dois quadros por segundo.

O M5 Pro estreou em março com arquitetura de dois dies no mesmo encapsulamento, CPU de 18 núcleos e GPU escalável até 40 núcleos. A Apple afirma que o M5 oferece “o próximo grande salto de desempenho em inteligência artificial no Apple Silicon”.

O chip também conta com o MetalFX, sistema próprio de reconstrução de imagem por rede neural, executado em um formato acelerado pelo hardware. A expectativa para o M6 é que formatos menores de ponto flutuante, incluindo o FP8, possam fazer parte do caminho de evolução do Apple Silicon.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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