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Dor lombar nem sempre é hérnia de disco, alerta avaliação clínica
Foto: Dor nas costas Sasun Bughdaryan/unsplash
Saúde

Dor lombar nem sempre é hérnia de disco, alerta avaliação clínica

Hérnia é uma das causas, mas exames de imagem isolados podem levar a erros no diagnóstico da dor lombar.

A dor lombar não é sinônimo de hérnia de disco. Embora a hérnia esteja entre as principais causas do problema, diferentes doenças e alterações podem provocar sintomas semelhantes. O diagnóstico depende da combinação entre histórico, queixas, exame físico e exames complementares.

A dor lombar afetou aproximadamente 619 milhões de pessoas em 2020, quase 10% da população mundial, segundo estudo publicado na revista The Lancet. A frequência aumenta com a idade e atinge o pico aos 85 anos. Obesidade, carregamento de peso no trabalho, depressão, tabagismo, diabetes e episódios anteriores de dor lombar estão entre os fatores de risco.

O que pode causar a dor

A hérnia de disco ocorre quando parte do núcleo gelatinoso do disco intervertebral extravasa e comprime uma raiz nervosa. Isso pode causar dor na parte inferior das costas, com irradiação para as pernas, especialmente nas regiões lombares mais baixas, próximas às raízes que formam o nervo ciático.

O disco funciona como um amortecedor entre as vértebras. Com o envelhecimento, pode sofrer desidratação e enfraquecimento, aumentando a possibilidade de ruptura. Ainda assim, alterações como abaulamentos e protrusões discais podem aparecer em exames de ressonância sem causar sintomas.

Outras possíveis causas incluem artrose nas articulações entre as vértebras e nas articulações sacroilíacas, sobrecarga dos ligamentos, fraturas vertebrais e infecções do disco intervertebral. A síndrome dolorosa miofascial também pode provocar queimação e formigamento, confundidos com dor ciática.

A tendinite glútea, doenças autoimunes como espondilite anquilosante e metástases ósseas também podem ser investigadas, conforme as características da dor e o histórico do paciente.

Exame de imagem é complementar

No Brasil, estimativas de lombalgia crônica entre adultos variam de 4,2 a 14,7%. Entre 2012 e 2016, o problema foi associado a 100 dias de ausência ao trabalho por pessoa por ano e representou quase 80% do custo anual da dor lombar no país.

A análise isolada de uma ressonância magnética ou tomografia pode levar a um diagnóstico incorreto. A avaliação deve considerar os sintomas, o histórico e o exame físico. Para Camila Rodrigues Bressane Cruz (CRM 103.953), a investigação adequada é fundamental para orientar o tratamento da lombalgia.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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