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Documentário usa IA para recriar cenas da vida de Aileen Wuornos
Foto: Reprodução/Investigation Discovery
Saúde

Documentário usa IA para recriar cenas da vida de Aileen Wuornos

Série do ID aplica uma “máscara digital” sobre atuações humanas para reconstruir momentos da trajetória da serial killer.

A série documental Desmascarando um Monstro: Aileen Wuornos usa Inteligência Artificial para transformar reconstituições feitas por atores em cenas com aparência de arquivo. Produzida para o ID e disponível na HBO Max, a produção acompanha a trajetória da serial killer Aileen Wuornos, executada em 2001 e acusada de sete assassinatos.

As cenas não foram geradas inteiramente por um sistema de IA. A atriz escocesa Morag Peacock serviu de base para as reconstituições de Wuornos, depois recebeu uma camada digital inspirada em imagens reais da serial killer. O processo foi chamado de “máscara digital” por Stephen Dost, vice-presidente da Arrow Media, empresa responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.

Consentimento e limites

A equipe exigiu autorização por escrito das pessoas cujas imagens digitais seriam usadas. A exceção foi Wuornos, considerada uma figura pública. No caso do investigador Mike Joyner, que já havia morrido, os produtores escolheram um ator parecido com ele, sem aplicar o rosto digital do investigador.

Joyner havia trabalhado disfarçado no caso. Em 1991, ele conversou com Wuornos no Last Resort, bar frequentado por motociclistas na Flórida. A produção decidiu usar a entrevista que os dois tiveram, mas sem recriar digitalmente o rosto de Joyner.

Segundo Dost, a IA não foi usada para escrever os episódios. Os roteiros foram baseados em documentos judiciais, transcrições de investigações e entrevistas com detetives, testemunhas e Laurie Valdez, antiga amiga de Wuornos.

“Tudo precisa começar com algo humano”, afirma Dost. Para ele, a tecnologia funciona como maquiagem e prótese de alta tecnologia, sem substituir a atuação. A produção contou com mais de 70 pessoas e levou três anos para ser desenvolvida.

A voz de Wuornos também recebeu tratamento digital. A equipe treinou um modelo com áudios reais de arquivo para ajustar a interpretação vocal de Peacock, cuja atuação foi mantida nas cenas.

Dost e Jason Sarlanis, presidente da Investigation Discovery, dizem que a tecnologia foi criada para aproximar o público das reconstituições. Sarlanis afirma que os espectadores buscavam imagens visualmente autênticas, enquanto Dost resume o limite do recurso: “A IA não sabe atuar”.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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