NOVA YORK — Homens que chegam ao pilates acreditando que a prática será simples costumam mudar de opinião durante os exercícios. Em Nova York, aulas exclusivas para esse público, conhecidas como “bro-lates”, ganharam espaço ao combinar atividade física e convivência.
A instrutora Naimah Jackman, que dá aulas mensais na Times Square, afirmou que até alunos fisiculturistas se surpreendem com a intensidade. Durante o treino, eles usam pesos de dois quilos no reformer e, mesmo assim, podem ter dificuldade para levantar os braços e começar a tremer.
Uma turma criada por exigência dos alunos
Mark Reiss, de 72 anos, nunca tinha pensado em praticar pilates até receber a sugestão da esposa e das filhas. Ele e amigos com mais de 60 anos aceitaram participar de uma aula apenas se o grupo fosse formado exclusivamente por homens. A exigência levou à criação de uma das primeiras turmas de “bro-lates” em um estúdio nova-iorquino.
Reiss disse que a atividade trabalha músculos diferentes dos usados normalmente, mesmo para quem mantém uma rotina ativa fora das aulas. Ele também afirmou que o grupo está em boa forma.
Matt Goldschmidt, de 41 anos, escolheu uma turma masculina por considerar a experiência mais confortável. “No geral, é melhor estar com outros seis caras do que ser o único homem entre seis mulheres”, disse.
A proprietária de um estúdio de pilates em Nova York, Kristine Schanstra, contou que alguns alunos chegam achando que a modalidade é fácil por ser associada a mulheres. Outros acreditam estar preparados porque levantam pesos ou treinam com frequência. Para ela, os exercícios logo colocam essa expectativa à prova.
Goldschmidt também recomendou atenção à roupa usada no reformer. Segundo ele, shorts podem deixar as pernas mais expostas durante os movimentos; por isso, prefere calças de moletom.








