A CNN, a MS NOW e a Politico afirmaram nesta segunda-feira (21) que vão entrar com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos após a retirada das credenciais de seus jornalistas na Casa Branca.
Os veículos disseram que a medida foi tomada sem aviso prévio ou processo porque o governo discorda da cobertura feita por eles. Em comunicado conjunto, informaram que pretendem proteger seus direitos e defender que o poder público não determine o conteúdo publicado pela imprensa.
“Notificamos o governo de que entraremos com uma ação judicial hoje para proteger nossos direitos”, afirmaram as empresas.
O presidente Donald Trump havia anunciado na sexta-feira (18) que proibiria a entrada dos três veículos na Casa Branca. A decisão foi apresentada como punição pela divulgação do que ele considera “notícias falsas”.
Os veículos também declararam que, sem contestação, a medida ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público ao jornalismo independente, sem interferência governamental.
A liberdade de imprensa é garantida nos Estados Unidos pela Primeira Emenda da Constituição. Trump não detalhou o motivo específico da proibição, mas disse que a mídia não deveria publicar ou noticiar “FICÇÃO e MENTIRAS CONSTANTEMENTE” ao cobrir o presidente.
O republicano, de 80 anos, também afirmou na sexta-feira (18) que outros veículos de comunicação poderiam passar por situação semelhante, sem dizer quais. O confronto com a mídia é uma marca de sua carreira política, e ameaças e insultos a jornalistas têm sido comuns durante seus dois mandatos.








