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TSE manda apurar possível desinformação em canal ligado a André Janones
Foto: Ministro Kassio Nunes Marques Nelson Jr./SCO/STF
Política

TSE manda apurar possível desinformação em canal ligado a André Janones

Nunes Marques pediu uma análise urgente sobre conteúdos publicados no WhatsApp e marcou reunião com as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) uma análise urgente sobre possíveis informações falsas divulgadas pelo canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O grupo reúne cerca de 3,2 milhões de seguidores.

A apuração ficará a cargo da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. A área técnica deverá verificar a circulação dos conteúdos questionados, os riscos à integridade do processo eleitoral e se as publicações foram replicadas em outras plataformas ou canais. Também deverá investigar uma possível ação coordenada para ampliar o alcance das mensagens.

“Solicita-se, especialmente, que a unidade informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos”, escreveu Nunes Marques. A assessoria ainda terá de informar se já havia detectado irregularidades no canal e quais medidas foram tomadas.

O ministro convidou os coordenadores das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro para uma reunião nesta terça-feira (13). O encontro deve discutir a conduta das duas campanhas no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Decisões sobre o canal

No domingo (11), Nunes Marques havia ordenado a suspensão do “Exército do Lula” após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão bloqueava novas publicações e a entrada de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno.

Na avaliação do ministro, o canal era usado para organizar a divulgação de conteúdos já considerados falsos pela Justiça Eleitoral. As mensagens citavam, entre outros pontos, uma suposta proposta atribuída a Flávio para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Também mencionavam possível ligação dele com milícias e mudanças em aposentadorias e benefícios sociais.

Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que o canal fosse reativado, em decisão divergente da suspensão anterior.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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