O Republicanos se posiciona no campo da centro-direita e da direita conservadora. A legenda combina defesa de valores cristãos e da família tradicional com apoio à livre iniciativa, ao liberalismo econômico e à menor intervenção do Estado.
O partido foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto de 2005, com o nome Partido Municipalista Renovador (PMR). A criação teve ligação com lideranças e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus. Depois, por sugestão de José Alencar, a sigla passou a se chamar Partido Republicano Brasileiro (PRB). O nome atual foi adotado em 2019.
Costumes e economia
O estatuto e o manifesto da legenda definem o Republicanos como um movimento conservador baseado em valores cristãos. Na atuação legislativa, o partido se opõe a pautas como a descriminalização do aborto e a legalização das drogas.
Na economia, os parlamentares costumam apoiar reformas de Estado e privatizações. A legenda afirma que a livre iniciativa e o avanço tecnológico são motores do desenvolvimento. Esse perfil aproxima o partido de empresários, produtores rurais e eleitores críticos da burocracia estatal.
Mesmo com esse posicionamento, a direção nacional mantém diálogo com diferentes governos. A estratégia inclui negociar espaços na administração pública e recursos para bases eleitorais de prefeitos e deputados, independentemente de quem esteja na Presidência da República.
Bancada e lideranças
O Republicanos tem mais de quarenta deputados federais e presença no Senado. Com esse tamanho, a bancada pode influenciar votações de propostas de emenda à Constituição (PECs), além da escolha de comissões e relatorias.
O deputado federal Marcos Pereira preside nacionalmente a sigla. Entre os principais nomes estão Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo; a senadora e ex-ministra Damares Alves; e o senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão.
O partido é formalmente laico e aceita filiados de diferentes religiões. Políticos que contrariem orientações em votações consideradas importantes podem receber advertências, sofrer sanções internas ou até ser expulsos. A legenda também afirma defender a ordem, as instituições de segurança e a liberdade econômica.








