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Lula sanciona fim do imposto sobre compras de até US$ 50
Foto: reprodução de vídeo/Jornal Nacional/Globo
Política

Lula sanciona fim do imposto sobre compras de até US$ 50

Medida encerra cobrança de 20% sobre encomendas internacionais e mantém ICMS definido pelos estados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (10), a 24 dias do primeiro turno das eleições 2026, a lei que elimina o imposto de importação para encomendas de até US$ 50, cerca de R$ 254. A cobrança ficou conhecida como taxa das blusinhas.

O imposto de 20% havia sido encerrado por medida provisória em maio deste ano e foi oficializado após a aprovação do projeto pelo Congresso Nacional na primeira semana de setembro. A cerimônia de sanção foi fechada à imprensa e transmitida pelo Instagram de Lula.

Argumentos do governo

Lula afirmou que a isenção representa uma reparação e disse que o benefício atende pessoas que não viajam de avião e têm restrições para comprar produtos como vinho, uísque e blusas de couro. “A verdade é essa, todo mundo compra”, declarou.

O presidente também criticou as queixas de empresários que preveem prejuízos com a migração de compras para plataformas virtuais. Segundo Lula, esse argumento é falso. A primeira-dama Janja da Silva foi citada por ele como uma consumidora recente dessas plataformas.

A aprovação da medida ocorreu durante o chamado esforço concentrado da Câmara e do Senado. Dentro do governo, havia divisão sobre a cobrança: uma ala defendia a manutenção do imposto para proteger o varejo nacional, enquanto outra considerava a taxa uma penalização aos mais pobres.

O acordo feito no Congresso prevê uma avaliação periódica dos efeitos da isenção sobre as empresas brasileiras. A análise será realizada a cada três meses, inicialmente, e depois a cada seis. Os resultados poderão embasar um projeto de mitigação dos impactos e uma eventual compensação futura.

A taxa entrou em vigor em agosto de 2024. Durante o período de cobrança, a Receita Federal arrecadou R$ 4,5 bilhões com o imposto sobre compras de até US$ 50. A medida havia sido criada após o governo identificar uso fraudulento da isenção destinada a remessas entre pessoas físicas.

A nova lei não muda o ICMS cobrado pelos estados, que fica entre 17% e 20%. Os governos estaduais podem manter, reduzir ou zerar essa tributação.

Além das compras de até US$ 50, a legislação zera o imposto de importação para pessoas físicas que comprarem medicamentos sem similar nacional e com classificação reconhecida pela Anvisa. O Ministério da Fazenda também mantém a atribuição de zerar o imposto para remessas de até US$ 50 e reduzir, até 30%, a taxa sobre encomendas de até US$ 3.000.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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