A trajetória de Brenno Casagrande na música já reunia quase 500 músicas gravadas por diferentes artistas e cinco passagens pelo Grammy Latino, com uma vitória, antes da participação no Estrela da Casa. Para ele, o reality ampliou uma história em andamento — não marcou o começo da carreira.
Em 2017, “Golpe Baixo”, interpretada por Daniel, venceu o Grammy Latino na categoria Música Sertaneja. Casagrande também foi indicado por “Sofazinho”, de Luan Santana, em 2019, a Melhor Álbum de Música Sertaneja; por “Seus Olhos Não Mentem”, de Cláudia Leitte, em 2020, a Melhor Álbum de Pop Contemporâneo; por “Para Qué (Que Me Duela)”, de Camilú com Brenno, em 2023, a Melhor Álbum Pop Vocal Tradicional; e por “Era Tudo o Que Eu Queria”, de Luan Santana, em 2024, a Melhor Álbum de Música Sertaneja.
A experiência na segunda temporada do programa, da TV Globo, colocou o trabalho do cantor diante de um público maior. A edição alcançou 99,3 milhões de telespectadores e passou de 180 milhões de visualizações nas redes sociais da TV Globo e do programa.
O trabalho depois das câmeras
Com a exposição, veio também o desafio de manter a atenção recebida. Casagrande destaca que identidade, repertório, presença de palco e conexão com o público são construções contínuas. A visibilidade pode abrir portas, mas não define sozinha o caminho de um artista.
Nesse processo, ele passou a investir também na atuação como intérprete e na apresentação da própria voz. A proposta é levar para os palcos uma relação marcada pela proximidade emocional, pela valorização da música brasileira e por temas ligados a afeto, memória e pertencimento.
Foi desse movimento que surgiu o NUSOM, espaço construído com o público para criar uma atmosfera e uma narrativa próprias, com uma nova forma de vivenciar a música.
Para Casagrande, participar de um reality exige reconhecer que o programa é uma etapa, e não a carreira inteira. Depois do fim da temporada, a continuidade depende de comunicação, persona artística e estrutura para novos shows, produções e projetos. A atenção pode diminuir, mas o trabalho precisa seguir.








