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"Precisamos afastar o ministro do STF", diz Renan Santos
Política

Renan Santos propõe mandato de oito anos para ministros do STF

Candidato do Missão defendeu mudanças no Supremo, coalizão no Congresso, nova reforma da Previdência e alterações nas emendas parlamentares.

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo mandato de oito anos para ministros e restrições às decisões monocráticas. Ele também propôs separar o julgamento de casos concretos envolvendo políticos da atuação constitucional da Corte.

Durante sabatina realizada em São Paulo, Renan afirmou que pretende afastar um ministro do STF e criticou decisões que, na avaliação dele, seriam influenciadas por interesses de impunidade e de Daniel Vorcaro. O candidato sugeriu que processos envolvendo senadores e deputados sejam analisados por desembargadores sorteados, com mandatos de dois anos e sem atuação em casos ligados aos próprios estados.

Renan também defendeu a criação de um filtro para a entrada de ações no Supremo e afirmou que partidos, organizações não governamentais e sindicatos não deveriam levar qualquer tema diretamente à Corte.

Coalizão e emendas

O candidato reconheceu que não teria, sozinho, votos suficientes para formar maioria no Congresso. Por isso, disse que precisaria construir um governo de composição com outros partidos, baseado em um programa e em propostas republicanas.

Ao falar sobre as emendas parlamentares, acusou deputados de usar os recursos para desvios e criticou o chamado orçamento secreto. Renan propôs uma nova âncora fiscal, com o governo federal definindo as políticas públicas e os parlamentares realizando as entregas.

Sobre a Administração Tributária, afirmou ter pouco conhecimento sobre a Lei Orgânica da Administração Tributária (Loat), mas disse que seu programa teria como base a transparência e uma Lei de Responsabilidade Gerencial.

Impeachment e outras propostas

Renan afirmou que o impeachment de Dilma Rousseff era necessário, mas disse que o Brasil não melhorou depois do processo. Também criticou o PT, o bolsonarismo e a Operação Lava-Jato ao comentar a crise política daquele período.

O candidato declarou apoio à pena de morte em princípio, embora tenha dito que a medida exigiria uma nova Constituição. Na área tributária, afirmou que manteria a reforma sobre o consumo, mas retiraria privilégios de setores específicos e defenderia a redução de impostos sobre o consumo.

Ele também voltou a defender uma política nuclear para o Brasil e disse que investimentos em defesa poderiam coexistir com ações sociais, de saúde e de educação.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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