Alok afirmou que o uso de pen drive não elimina a identidade nem a técnica de um DJ. A declaração foi feita durante uma conversa com Danilo Casaletti, enquanto o artista era uma das atrações do Palco Mundo do Rock in Rio.
O DJ explicou que seus shows utilizam timecode, sistema que sincroniza áudio, vídeo e iluminação em tempo real. Por causa desse formato, segundo Alok, a apresentação não poderia ser realizada com discos de vinil.
“É verdade, usamos pen drive”, disse o artista. Ele também ironizou as críticas de que o dispositivo facilitaria o trabalho dos DJs e argumentou que a ferramenta não transforma outra pessoa em Alok.
Debate na música eletrônica
O uso de pen drives em grandes festivais é associado a uma discussão entre artistas que defendem a mixagem ao vivo e profissionais de apresentações com estrutura previamente marcada. A DJ Anna afirmou que a prática depende da logística de cada evento.
Em entrevista de 2022, ela disse que há casos de artistas que colocam um set pronto para tocar em shows de música eletrônica, especialmente em apresentações com horários definidos para efeitos e falas. A DJ também afirmou que isso não ocorre no mesmo formato na música eletrônica mais underground, em que a mixagem é feita na hora.
Anna contou ainda que usa pen drive, mas com material preparado para realizar as mixagens durante a apresentação. Segundo ela, parte desse conteúdo é produzida ao longo de dias em seu estúdio.
Alok resumiu sua posição ao defender que o dispositivo é apenas um recurso usado na apresentação. “Se eu der meu pen drive para alguém, não significa que ele vai se tornar um Alok. Sei que dá raiva, mas é a ferramenta que temos.”








