O candidato à Presidência Renan Santos defendeu que o Brasil desenvolva, no futuro, capacidade para produzir armas nucleares. Durante sabatina à Jovem Pan, ele classificou como fundamental discutir a bomba atômica e a capacidade de dissuasão do país diante das mudanças na ordem internacional.
Renan afirmou que a estrutura internacional criada após a Segunda Guerra Mundial está enfraquecida. Na avaliação dele, o Brasil precisa ampliar a soberania econômica, tecnológica e militar para reduzir a dependência de outras potências. O candidato também disse que o mundo caminha para uma nova Guerra Fria entre Estados Unidos e China e que os Estados Unidos voltam a projetar poder sobre a América Latina.
Para Renan, o país não deveria permanecer vulnerável diante das grandes potências. Ele defendeu avanços em economia, infraestrutura, tecnologia e capacidade militar, mas afirmou que a construção de uma bomba não ocorreria de forma imediata em um eventual governo.
Tratado e Constituição
Questionado sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual o Brasil é signatário, Renan admitiu a possibilidade de o país deixar o acordo ou descumpri-lo no futuro. Ele argumentou que tratados internacionais são violados por países com poder suficiente para sustentar suas decisões e citou a Rússia e a guerra na Ucrânia.
O candidato reconheceu que a produção de armas nucleares exigiria alterar a Constituição. O texto determina que a atividade nuclear no Brasil só pode ser realizada para fins pacíficos. “Nós temos que alterar nossa Constituição, sim”, afirmou.
Renan disse que o tema seria tratado apenas em um horizonte de longo prazo, para além de oito anos, e não no primeiro mandato dele ou de qualquer presidente. Ele também defendeu uma reforma ampla da Carta Magna, com a possibilidade de uma nova Constituição ou de uma mudança profunda no texto atual.
Na avaliação do candidato, a Constituição limita o crescimento econômico e os ganhos de soberania do Brasil.









