Os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentam propostas para saúde, educação, segurança pública, combate à corrupção e trabalho. Os documentos, porém, não detalham como parte das medidas seria executada nem de onde viria o dinheiro para financiá-las.
Entre os temas que aparecem nos programas está o fim da escala 6×1. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende também reduzir a jornada para 40 horas semanais, sem corte nos salários, e regulamentar o trabalho por aplicativos como Uber e iFood.
Trabalho e economia
O plano de Lula tem 84 páginas e é dividido em 13 diretrizes. O documento propõe enfrentar a pobreza com justiça tributária, ampliar o Bolsa Família, valorizar o salário mínimo e criar políticas para pessoas com deficiência e grupos minoritários. Na economia, prevê investimentos na indústria por meio de um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Flávio Bolsonaro (PL) apresenta um programa de 76 páginas, com foco em segurança pública, empreendedorismo, redução do Estado e corte de impostos. O senador propõe usar a Caixa Econômica Federal para ampliar o acesso ao crédito para pequenos negócios. Também defende cortar ao menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados e fazer uma reforma administrativa.
Ronaldo Caiado (PSD) registrou um plano de 100 páginas, dividido em 25 temas. Na infraestrutura, propõe elevar os gastos no setor de 2% para 4% do Produto Interno Bruto (PIB), com participação da iniciativa privada. O programa também prevê fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), reduzir filas e recuperar campanhas de vacinação.
Segurança e serviços públicos
Caiado propõe criar o Ministério da Segurança Pública, integrar as polícias e instituir um sistema para investigar fraudes ao erário. O plano também menciona um órgão de combate ao “terrorismo doméstico”.
Augusto Cury (Avante) registrou um programa de 200 páginas, com 18 projetos. A prioridade para a educação seria implementar escolas em tempo integral. O candidato também fala em saúde mental, inclusão e criação de escolas de empreendedorismo, além de um banco para oferecer crédito a pequenos negócios e startups.
Romeu Zema (Novo) apresenta propostas em 81 páginas e 20 tópicos. O candidato defende um “choque fiscal”, corte de impostos e reformas no Poder Judiciário. Para o saneamento básico, propõe acelerar a universalização por meio de parcerias público-privadas. Na saúde, fala em modernizar o SUS com tecnologia e inteligência artificial.
Renan Santos (Missão) apresenta um plano de 51 páginas, chamado de Livro Amarelo. O documento prioriza segurança pública, pacto federativo e austeridade econômica. O programa classifica a violência urbana como um problema que aproxima o Brasil de se tornar um “narcoestado” e prevê punições severas para criminosos.
O plano também sugere a fusão de cidades sem sustentabilidade financeira, com redução de até 70% no número de municípios brasileiros. O acesso dos partidos aos Fundos Partidário e Eleitoral ficaria condicionado ao cumprimento de metas em saúde, educação e saneamento básico.








