Senadores de partidos de oposição devem votar a proposta que prevê o fim da jornada 6×1. A tendência é que as legendas liberem suas bancadas e mantenham no Senado o mesmo texto aprovado na Câmara, com pouco espaço para mudanças ou análise de emendas.
A decisão envolve também os cálculos eleitorais para 2026. O PL discutia como evitar prejuízos para o candidato Flávio Bolsonaro na votação. Até a semana passada, a estratégia considerada era esvaziar sessões plenárias, tentar obstruir os debates e adiar a análise da PEC para depois do segundo turno das eleições presidenciais.
O cenário em Brasília, porém, indica que o governo tem maioria e deve votar a proposta ainda nesta semana. O posicionamento e as cobranças do presidente Lula levaram o PL a reavaliar os próximos passos.
Entre os defensores da aprovação está Cleitinho Azevedo, do Republicanos e governador eleito de Minas Gerais. Senadores da oposição também passaram a considerar que um voto contrário de Flávio Bolsonaro poderia trazer mais prejuízo eleitoral.
Levantamentos citados no cenário político mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula em simulações de segundo turno. O Gerp apontou 55% dos votos válidos para Flávio e 45% para Lula. Já PoderData/Aya e BTG/Nexus registraram 48% para Flávio: no primeiro caso, Lula aparece com 46%; no segundo, com 45%.
O Tribunal Superior Eleitoral também determinou que Flávio Bolsonaro apagasse um vídeo falso sobre drogas em ato pró-Lula na Paulista.









