Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'Ideal seria haver recursos já nos EUA'
Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Política

PGR aponta orientação de Eduardo Bolsonaro sobre remessas para filme nos EUA

Documento baseado em investigação da PF indica articulação de recursos para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Um documento da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou a gestão e o envio de recursos para os Estados Unidos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O parecer, assinado em julho de 2026 pelo procurador-geral Paulo Gonet, autorizou a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o financiamento transnacional da produção. A apuração foi baseada em investigações da Polícia Federal (PF).

Investigadores obtiveram uma captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro. Na mensagem, ele orienta sobre a remessa dos valores ao exterior e afirma que o ideal seria que o dinheiro já estivesse nos Estados Unidos. O documento não informa quem recebeu diretamente o texto.

“Que dos EUA para os EUA é tranquilo”, diz um trecho atribuído a Eduardo. Na sequência, a mensagem menciona que, sem um grande orçamento enviado por uma empresa brasileira, os repasses teriam de ser feitos aos poucos e poderiam levar cerca de 6 meses.

Fundo nos Estados Unidos

Altieris Santana, citado na conversa, é identificado como diretor do Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas responsável por administrar os valores e repassá-los à produtora Go Up Entertainment.

A investigação também cita uma minuta enviada em dezembro de 2024 pelo publicitário Thiago Miranda ao banqueiro Daniel Vorcaro. O documento previa investimento total de US$ 24 milhões, dividido em 14 parcelas, para o filme, que antes se chamava “Capitão do Povo”.

Em depoimentos, Thiago Miranda listou pagamentos ao fundo, o uso de uma empresa nas Bahamas para repasses a mando de Vorcaro e a compra de malas destinadas à entrega de dinheiro vivo.

Participação de Flávio Bolsonaro

A PF apontou que os valores previstos eram desproporcionais aos referenciais do mercado audiovisual nacional e que era necessário verificar a origem e a destinação dos recursos.

O parecer da PGR também indica tratativas do senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro sobre repasses, reuniões e o acompanhamento das gravações. Em setembro de 2025, Thiago Miranda comunicou a Vorcaro que Flávio queria encontrá-lo para mostrar trechos do filme. Registros apontam ainda uma ligação entre os dois no dia seguinte, quando ocorreu uma remessa da Entre Investimentos para o fundo nos Estados Unidos.

A investigação deverá esclarecer a origem dos recursos, o uso da Entre Investimentos como intermediária, a função da Havengate Development Fund LP, os beneficiários finais e o papel de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e outros envolvidos.

Flávio negou que os recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro: “Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”. A defesa de Flávio não havia enviado resposta até a última atualização, e a tentativa de contato com Eduardo foi mencionada no documento.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5