BRASÍLIA — Eleito deputado federal pelo PT de Minas Gerais, Pedro Rousseff defende uma renovação no partido e afirma que a legenda pode acabar se não abrir espaço para novas lideranças. Sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, ele também promete enfrentar nomes da direita no Congresso Nacional.
Aos 26 anos, Pedro foi eleito com 118.567 votos. Ele deixa o mandato de vereador em Belo Horizonte, onde teve votação recorde pelo partido em 2024, e chega à Câmara com a intenção de fazer oposição a Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, deputados do PL. A bancada da sigla tem 121 eleitos.
Críticas ao PT e foco nas redes
Com 1,1 milhão de seguidores no Instagram, o deputado afirma que não há mais eleição sem redes sociais. Para ele, a esquerda precisa se adaptar à forma como a população se informa e se comunica.
Pedro avalia que a direita conseguiu se aproximar do sentimento de antipolítica e atrair o público mais jovem. Ao lado da deputada Ana Elisa, também eleita por Minas Gerais, ele tenta liderar uma frente de renovação da bancada petista.
O parlamentar diz que o PT enfrenta resistência por representar, na visão de parte da população, o status quo. Também afirma que o partido precisa apresentar novas caras e discursos diferentes. “Eu sinto que, se o PT não mudar, o PT acaba”, declarou.
Atuação na Câmara
Pedro afirma que sua prioridade dependerá do resultado das eleições presidenciais. Se Lula for reeleito, diz que pretende participar da construção do mandato e da articulação no Congresso. Em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro, promete atuar como oposição ao governo.
O deputado também critica a comunicação do governo. Segundo ele, houve avanços econômicos, na moradia e na inflação, mas faltou mostrar essas ações à população. Nas redes sociais, afirma ter duas metas: confrontar o bolsonarismo e explicar por que considera Lula a melhor opção.
Formado em administração pelo Ibmec e nascido em Belo Horizonte, Pedro começou sua atuação no Conselho Municipal de Juventude. Ele diz carregar com orgulho o sobrenome de Dilma Rousseff, mas rejeita a manutenção do status quo e afirma querer construir um projeto de Brasil que não fique parado no tempo.








