A Justiça Eleitoral recebeu 51.395 denúncias de propaganda irregular desde o início da campanha para as eleições gerais de 2026. Os registros foram feitos pelo aplicativo Pardal, sistema eletrônico criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber esse tipo de ocorrência.
São Paulo aparece na liderança, com 10.388 denúncias. Na sequência estão Bahia, com 5.969, Minas Gerais, com 4.635, e Pernambuco, com 3.505. No outro extremo, Tocantins soma 74 registros, Roraima tem 104 e Piauí, 172.
Do total recebido, 27% das denúncias já foram transformadas em processos pela Justiça Eleitoral. As ocorrências envolvem diferentes meios e formatos de propaganda.
O que pode ser denunciado
O aplicativo recebe relatos sobre propaganda na internet, em jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão. Também podem ser informadas irregularidades em materiais gráficos, como adesivos de carros com tamanho acima do permitido.
Para usar o Pardal, é necessário fazer login com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. A identidade de quem apresenta a denúncia é mantida em sigilo.
O denunciante deve descrever a irregularidade e pode anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados ao caso. Quando a situação não se encaixa no escopo do aplicativo, a pessoa é encaminhada para canais específicos.
Entre as opções estão o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) do estado. Esses canais recebem casos que não são tratados pelo Pardal.








