O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia acionar na 2ª feira (7.set.2026) um plano emergencial para reduzir o excesso de geração de energia no país. O órgão considera baixa a chance de aplicação do protocolo no feriado do Dia da Independência.
Após analisar as condições de operação para o fim de semana e o feriado, o ONS informou na 6ª feira (4.set) que a probabilidade de acionamento é média no domingo (6.set) e baixa na 2ª feira (7.set).
A decisão sobre o feriado será tomada ao longo do domingo (6.set), porque a programação de geração e transmissão é definida no dia anterior. “As equipes técnicas seguem monitorando o cenário para garantir a adequada operação durante os períodos de carga reduzida”, afirmou o ONS.
O protocolo pode ser usado em períodos de baixa demanda e oferta elevada, como feriados, fins de semana e festas de fim de ano. Nesses momentos, a redução da atividade industrial e comercial pode deixar energia excedente na rede.
A medida prevê restringir a produção das distribuidoras quando a redução coordenada pelo ONS não for suficiente para equilibrar geração e carga. O objetivo é preservar a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Em 2026, o plano foi acionado em 23 de agosto e 7 de junho. Os dois casos ocorreram em domingos, e o acionamento de 7 de junho foi o primeiro desde a criação da medida.
O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2025. A agência determinou que as distribuidoras preparassem um planejamento para reduzir a geração, inclusive de pequenas usinas, quando solicitado pelo ONS.
O protocolo também considera o aumento da produção solar em telhados. Quando a micro e minigeração distribuída supera o consumo, o sistema pode enfrentar uma superoferta e ter dificuldade para manter o equilíbrio instantâneo entre oferta e demanda.
A criação do plano está relacionada ao Dia dos Pais de 2025, quando os painéis solares chegaram a atender quase 40% da demanda nacional em um período de baixo consumo. Na ocasião, foi necessário reduzir a geração de hidrelétricas e termelétricas e cortar quase 99% da produção das grandes usinas eólicas e solares.








