Guarulhos, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00% Guarulhos 20°C 16° / 25°
Lula diz que eleição brasileira deve ficar livre de ingerência dos EUA
Política

Lula diz que eleição brasileira deve ficar livre de ingerência dos EUA

Em Nova York, presidente afirmou que Trump sinalizou a interlocutores que não pretende interferir no pleito brasileiro.

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Donald Trump indicou a interlocutores que não pretende interferir nas eleições brasileiras. Para o presidente, a condução do pleito cabe ao Brasil e não deve sofrer ingerência da Casa Branca.

A declaração foi dada em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, gravada pela manhã e exibida durante a tarde desta segunda-feira (21). Lula classificou a postura de Trump como positiva, mas disse que o Brasil identificou indícios de interferência por meio do uso de inteligência artificial. Ele não detalhou os casos.

"Não quero que os EUA tenham qualquer tipo de interferência", declarou Lula.

Disputa pela Presidência

Na entrevista, o presidente afirmou ter certeza de que vencerá a eleição, embora tenha admitido preocupação com o pleito. Ele associou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato do PL à Presidência, ao negacionismo e disse que sua atuação política é voltada à inclusão social, à educação e à saúde.

Lula resumiu a disputa como uma escolha entre democracia e barbárie. Também citou diferenças entre políticas de preservação da natureza e desmatamento, inclusão social e abandono dos pobres, além do fortalecimento e do fim da cultura.

O presidente elogiou o sistema eletrônico de votação adotado no Brasil e afirmou que o processo não costuma sofrer contestação do resultado eleitoral.

Comércio e relação com Trump

Lula criticou a adoção de medidas comerciais unilaterais pelos Estados Unidos e defendeu o multilateralismo e o equilíbrio nas relações entre os países. Ao ser questionado sobre a avaliação de que Trump age como um imperador, manteve a afirmação e disse discordar desse modo de governar.

O presidente declarou que o Brasil busca novos parceiros comerciais, mas pretende continuar negociando com os Estados Unidos. Também afirmou que é cauteloso sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade e que não pretende adotá-la enquanto houver negociações.

Lula disse ainda que não quer confrontar Trump nem interferir em assuntos domésticos dos Estados Unidos, mas defendeu que o governo norte-americano não governe outros países.

Agenda em Nova York

Lula chegou a Nova York, nos Estados Unidos, no domingo (20). Nesta terça-feira, 22, fará o discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Não há confirmação de encontro bilateral com Trump.

Os Estados Unidos mantêm uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi aplicada em 22 de julho, após investigação que envolveu temas como Pix, etanol e desmatamento na Amazônia.

Em 24 de julho, Trump estabeleceu uma sobretaxa de 12,5% em resposta a uma investigação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA sobre a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

O governo brasileiro afirmou à Organização Mundial do Comércio que as medidas são incompatíveis com as regras do comércio internacional e questionou a consistência das investigações que sustentam as tarifas.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5