BRASÍLIA — Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile de 7 de Setembro ao lado dos chefes dos três Poderes, em Brasília. Estiveram com o presidente Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados.
Na chegada de Lula, parte do público gritou pelo fim da escala de trabalho 6×1 e entoou “olê olá, Lula”. A cerimônia também teve a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Messias e Andrei passaram próximos um do outro durante o evento, mas não se cumprimentaram. Os dois aparecem em um dos focos da crise institucional dos últimos dias, agravada pela divulgação de um relatório da Polícia Federal solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes.
O desfile deste ano teve como eixos a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027. A programação também incluiu a participação tradicional da Marinha, do Exército e da Força Aérea.
Cerimônia durante a campanha
O governo adotou como mote a frase “A Força que Une o Brasil”, usada em peças e materiais instalados na Esplanada dos Ministérios. A realização do evento durante o período de campanha levou a uma cerimônia mais sóbria, com restrições ao uso de recursos e equipamentos do governo.
Não houve distribuição de itens temáticos da Independência, como bonés com a mensagem do ano. O Tribunal Superior Eleitoral também impôs limites ao pronunciamento de Lula em rede nacional de rádio e TV, que precisou de autorização para ser transmitido.
No discurso de 3 minutos e 43 segundos exibido no domingo (6), Lula falou sobre soberania nacional e defendeu a exploração de recursos naturais do Brasil, incluindo minerais críticos. O presidente também citou interferências estrangeiras e abordou o fim da jornada de trabalho 6×1.
Enquanto Lula participou do ato oficial, Flávio Bolsonaro organizou uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. A última pesquisa Datafolha apontou empate técnico entre os dois, em um momento de disputa pela Presidência.
Na semana passada, Fachin participou de um evento com Lula no Palácio do Planalto e falou sobre a crise. Antes da cerimônia, ele conversou com o presidente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Luis Felipe Salomão, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e Jorge Messias.








