Guarulhos, Domingo, 11 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% Guarulhos 19°C 18° / 28°
Itália agenda análise do pedido de extradição de Carla Zambelli
Foto: carla zambelli Lula Marques/Agência Brasil
Política

Itália agenda análise do pedido de extradição de Carla Zambelli

Nova audiência vai avaliar se o pedido brasileiro atende à legislação italiana e aos tratados internacionais.

A Justiça italiana marcou para 27 de outubro uma nova audiência sobre o pedido de extradição de Carla Zambelli ao Brasil. A análise está ligada à condenação da ex-deputada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso em que ela perseguiu um homem com uma arma pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.

O julgamento não vai discutir novamente a culpa ou a inocência de Zambelli nem o mérito das condenações determinadas pelo STF. A Justiça italiana deve verificar se o pedido brasileiro cumpre as exigências da legislação local e dos tratados internacionais.

Em julho, a Corte de Cassação italiana anulou a decisão que havia autorizado a extradição e determinou uma nova análise. A alegação de perseguição política apresentada pela defesa foi rejeitada, mas o tribunal pediu garantias adicionais sobre o atendimento médico que Zambelli receberia caso fosse enviada ao Brasil.

A ex-deputada tem fibromialgia e episódios de desmaios. As autoridades brasileiras já enviaram informações sobre a capacidade do sistema prisional de oferecer acompanhamento médico contínuo e tratamento adequado.

Defesa prepara recursos

Eduardo Maurício, advogado que integra a defesa, disse esperar uma nova rejeição do pedido. Ele afirmou que o processo tem problemas ligados à “falta de garantias processuais e a âmbito de direitos humanos e princípios fundamentais”.

A defesa na Itália é conduzida por Pieremilio Sammarco e Alessandro Samarco, em conjunto com o escritório de Maurício. O grupo também prepara duas revisões criminais e dois pedidos para retirar o nome de Zambelli da lista da Interpol.

Segundo Maurício, as condenações brasileiras seriam “abusivas e ilegais”. A defesa questiona a atuação dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF, e diz que provas não teriam sido analisadas de forma adequada. Esses argumentos são contestados pelas decisões judiciais brasileiras.

Zambelli foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Em outro processo, recebeu pena de dez anos pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes.

Após a primeira condenação, em maio de 2025, ela deixou o Brasil e foi para a Itália, onde também tem cidadania. Foi presa no país em julho daquele ano e depois colocada em liberdade.

A Corte de Cassação italiana rejeitou, em maio de 2026, o pedido relacionado à invasão dos sistemas do CNJ. O trecho final das informações também menciona 29 de outubro como data para a retomada do procedimento ligado ao episódio da arma, embora a audiência tenha sido indicada anteriormente para 27 de outubro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5