A defesa de Carla Zambelli tenta impedir a extradição da ex-deputada para o Brasil, em processo analisado pela Justiça da Itália. O advogado Eduardo Maurício afirmou que a transferência poderia colocar a vida dela em risco por causa de problemas de saúde e da falta de garantias sobre atendimento médico adequado em uma prisão brasileira.
Maurício citou a unidade prisional conhecida como Colmeia, no Distrito Federal, como um possível destino de Zambelli. Segundo ele, a estrutura não atenderia às necessidades médicas da ex-parlamentar. As afirmações sobre o risco à vida e as condições de detenção são apresentadas como avaliação da defesa.
O advogado disse confiar em uma decisão contrária à extradição. A equipe jurídica pretende argumentar que a transferência comprometeria direitos fundamentais de Zambelli e que a análise deve ser feita de forma técnica pela Justiça italiana.
Revisões e pedidos à Interpol
Além da tentativa de barrar a extradição, a defesa anunciou que vai apresentar duas revisões criminais para questionar as condenações da ex-deputada no Brasil. Maurício alegou que os julgamentos tiveram irregularidades e falta de imparcialidade.
“Estamos entrando com uma revisão criminal para que seja revisada a ação, obviamente discutindo fatos novos que não foram explorados pela antiga defesa”, declarou o advogado.
Durante a entrevista, Maurício também criticou a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que Zambelli teria sido alvo de perseguição política. Essas acusações foram apresentadas como argumentos da defesa.
A equipe jurídica ainda pretende protocolar dois pedidos para excluir dos registros da Interpol as referências relacionadas à ex-deputada. O advogado considera as inclusões indevidas e afirmou que elas serão contestadas pelos meios jurídicos cabíveis.
A saúde de Zambelli e as condições do sistema prisional brasileiro foram apontadas por Maurício como os principais argumentos contra a transferência.







