O IBGE colocou à disposição três mapas-múndi temáticos baseados em uma projeção que reduz diferenças visuais de tamanho entre continentes e países. Os modelos apresentam o Brasil no centro e, em algumas versões, deixam o hemisfério Sul na parte superior.
A representação pode parecer estranha para quem conhece apenas o formato mais difundido dos mapas. Especialistas afirmam, porém, que não há uma única orientação correta, do ponto de vista científico, para mostrar a Terra em uma superfície plana.
Projeção aprovada pela ONU
Os mapas adotam a Terra Igual (Equal Earth), projeção cartográfica aprovada pela ONU. A proposta é diminuir distorções de área comuns em modelos tradicionais.
Uma das referências mais conhecidas é a projeção de Mercator, criada em 1569. Ela ajudou a consolidar a convenção de manter o norte na parte superior, além de ampliar visualmente regiões próximas aos polos, como a América do Norte e a Europa.
Já áreas perto da linha do Equador, entre elas a África e a América do Sul, acabam com proporção aparente menor nesse tipo de representação. Para especialistas, essa diferença visual pode contribuir para associar o norte a riqueza, desenvolvimento e status mais elevados, enquanto o sul é relacionado à pobreza e a condições menos favoráveis.
Download e versões impressas
Os arquivos estão disponíveis gratuitamente na loja virtual do IBGE. Também há exemplares físicos, lançados entre 2024 e 2026, em quatro formatos: do A0 ao A4.
Os preços das versões impressas variam de R$ 10 a R$ 90. A iniciativa integra as celebrações da Independência do Brasil.








